quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Análise: School Days



PS1: Esse anime não é atual, mas eu só assisti a pouco tempo, então é o que tem pra hoje, além disso é um dos meus preferidos.

Sim, o assunto é polêmico e ,não, não é sobre mamilos. Hoje vim discutir uma faca de dois gumes, um anime cheio de lovers and haters, que, incondicionalmente, ou você ama ou você odeia. Digo de cara que sou lover, achei o anime bom, bom mesmo e vi muito da realidade nele, assim como senti um drama psicológico que muitos não sentiram. Essa pessoa que vos fala está a discutir do diferente, atual, nada enfadonho e divertido school days.

Depois de muito ler a respeito,  resolvi assistir. Apostei minhas fichinhas e ganhei na loteria. Era o tipo de anime que vinha buscando ultimamente, algo diferente que me prendesse do primeiro ao último episódio, que tivesse uma enorme reviravolta e que, além disso, me fizesse rir de vez em quando. Não posso esquecer de comentar o final... um dos melhores na minha opinião para a conclusão da ideia do anime.

School days nada mais é do que um retrato da realidade em que vivemos, onde os adolescentes são cada vez mais irresponsáveis  e tendem a desenvolver uma dependência afetiva doentia. Além disso, o anime trata de descobertas, de novas sensações e do vício, que gradualmente vai crescendo e passando por cima do sentimento dos outros.
Então meus caros, vamos à premissa. 
PS2: Esse post contém spoilers, logo, leia por conta e risco.


A começar por Kotonoha que MUITO me decepcionou... depois de ter sofrido o que sofreu, ela continuou alimentando sentimentos pelo Makoto, mesmo ele a traindo descaradamente, dizendo que não a ama mais, ela continua a nutrir esse sentimento doentio e acaba ficando cega de tanto amor(obsessão), por um momento achei que ela seria a única a sair daquele círculo, mantendo assim, sua sanidade mental e dando continuidade a sua vida, mas não, ela fez o contrário, afundou-se em ilusões e estragou TOTALMENTE seu futuro fazendo o que fez no final.  Temos então, a primeira grande ligação com a realidade, meninas que não tem amor próprio vivendo para satisfazer o parceiro, idealizando a pessoa amada, sofrendo e mesmo assim não conseguindo sair dessa situação.



             O segundo grande ponto é a transformação de Makoto, saindo da timidez e descobrindo o sexo , não sei se só eu fiz essa ligação, mas quando a Sekai dizia que era só um treino, eu interpretava dubiamente aquelas palavras, não era só um treino para saber o que fazer com Kotonoha, era um treino de descoberta, ambos ali, se conhecendo e sentindo sensações diferentes de tudo o que já tiveram, gostando do que sentiam e seguindo apenas seus instintos. Makoto gostou tanto do que sentiu que não conseguiu mais parar, atropelou o desejo de suas companheiras e foi, assim como um animal, instintivamente, satisfazer-se a todo custo. E quando sentiu na pele a consequência de suas ações, viu claramente que não tinha maturidade para enfrenta-las, mostrando-se um canalha.




Por último, mas não menos importante, vem a Sekai, a mais afetada pelas escolhas de Makoto.  Apaixonada, ela se deixa levar, assim como ele, pelas sensações, ela o ama a ponto de passar por cima dos próprios sentimentos. Ao contrário de Kotonoha, Sekai teve um romance menos idealizado,  pois sempre esteve ao lado de Makoto, tem reais lembranças de suas promessas e muito mais mágoa guardada. Por quê? Simples, ela esteve ao lado dele durante todo o anime, acreditou nele, entregou-se e no final, recebeu a maior apunhalada, foi largada quando mais precisava e acabou estragando sua vida. Ao contrário do que muitos dizem, eu não acho que a Sekai seja a culpada de tudo, nem ao menos vejo culpados, todos se deixaram levar pelos sentimentos e acabaram se envolvendo na situação.

Depois dessa análise, volto a reforçar a qualidade do anime. Os traços são bons, os personagens bem trabalhados e a estória segue uma cronologia muito boa. Recomendo a todos aqueles que estão cansados de personagens perfeitos e finais felizes para sempre. School days é um prato cheio de emoções do começo ao fim.



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Bem-vindos a um liquidificador de ideias.


Sempre tive vontade de criar um espaço só meu onde eu poderia apresentar, desenvolver e discutir as coisas que gosto, mas como sinal de pessoa insegura (sim, eu sou) nunca levei essa idéia a frente e continuei empurrando com a barriga esse anseio. Eis que chega o dia em que, cansada de ver todos os blogs que amo escreverem resenhas de assuntos que eu sempre tinha vontade de explorar, resolvi criar o meu cantinho, humilde e com muita modéstia, sem muitas expectativas, apenas sendo levada pela vontade. Então, para você querido(a) pessoa que venha a ler, conheça um pouco da indivíduo que vos escreve.

Desde criança tenho paixão pela cultura oriental, animes, mangás, cresci vendo Sakura Card Captors, Sailor Moon, Cavaleiros do Zodíaco, Inuyasha, Dragon Ball e por aí vai... Infância boa nos tempos da rede manchete em que eram exibidos animes “violentos” e sem cortes (PASMEM!), claro que a existência do Cartoon Network e Fox Kids(nessa época ainda se chamava assim) me proporcionaram bons momentos de diversão televisiva e fizeram minha infância, juntamente com o super nitendo da minha melhor amiga, incrível. Claro que não era só isso, morri de levar quedas tentando aprender a andar de bicicleta e brinquei horrores de polícia e ladrão. Tendo crescido nesse contexto, olho para a geração de crianças de hoje e sinto uma peninha (alfinetada), por não terem tido a sorte que eu tive e hoje crescerem vendo desenhos toscos, além de terem o azar de ver uma programação muito fraquinha advinda dos canais a cabo destinados ao público infantil. Porém, compreendo a enorme mudança das crianças de hoje e acho explicável o fato delas amarem Ben10, já que Digimon saiu do ar a algum tempo.

Tendo essa base sólida de influências japonesas, nada mais natural que minha afeição e desejo de um dia ver de perto o país-fábrica do meu atual entretenimento. Todavia, não poderia excluir meu lado multicultural e dizer que nada mais me interessa, pois isso seria no mínimo bitolado e apresentaria sérios sintomas de lavagem cerebral. Amo livros, sejam eles exportados dos 5 cantos do mundo, são um passatempo que me fazem viajar e sonhar sempre! Construíram minha adolescência e fizeram dela algo muito mais dinâmico e diferente, inclusive, ainda espero um cara de 3 metros de altura quebrar a porta da minha casa e dizer que sou uma bruxa ou um vampiro incrivelmente sexy aparecer cantando um rock melódico na minha janela HAHAHAH (eu sei que o Lestat é muito mais que isso gente).

Além disso, sou amante de fotografia, arte, cinema, desenho, sonho em trabalhar viajando, meu gosto musical é totalmente influenciado pelo rock antigo americano e britânico, sou voluntária em uma ONG e levanto a bandeira da sustentabilidade e preocupação com o meio ambiente. Resumidamente caracterizando, essa sou eu, alguém que muda de opinião facilmente e que ama coisas bizarras (sou muito fã do Tim Burton e Johnny Deep) e convido a todos aqueles de interesses em comum a participarem desse espaço e fazerem dele, juntamente comigo, um lugar legal de se visitar e passar o tempo.

Então é isso pessoal, espero que curtam. o/